Propagação Quiral Hipercarbônica
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O mecanismo de propagação quiral aqui apresentado para aminoácidos racêmicos é uma versão minimamente desnudada das formas de equilíbrio possíveis no meio hipercarbônico. Em conformidade, a N-carboxilação e a protonação da carboxila da cadeia principal são essenciais, mas as verdadeiras espécies reativas podem demandar a adição de CO2 ou H2S ao material peptídico, com a utilização dos aminodiácidos ou tioácidos correspondentes. Excetuando o fato de que os organismos modernos utilizam aminoácidos opticamente ativos, o mecanismo é em todos os aspectos completamente congruente com a bioquímica atual.
No meio hipercarbônico, os aminoácidos estão destituídos de características zwitteriônicas. O ataque nucleofílico do grupo amino carboxilado sobre a carboxila protonada procede facilmente, gerando um aduto que contém um carbânion estabilizado por ressonância. A recombinação assimétrica com o próton é orientada pelo aminoácido adicionado no ciclo anterior. Como a iniciação pode ser feita por acilação com um ácido carboxílico aquiral, o primeiro aminoácido da cadeia poderá ser qualquer um dos dois enantiômeros, mas determinará a orientação quiral de todos os subseqüentes, produzindo polipeptídeos homoquirais. Outro aspecto importante é que a acilação do grupamento amino do fragmento de aminoácido provoca a elevação do pka do grupamento carboxila aumentando a probabilidade de que esteja protonado e favorecendo assim o alongamento de cadeias já em formação em detrimento do ataque a monômeros. A teoria mecanística da origem da quiralidade no mundo biológico é parte integrante do modelo da ecopoese para a origem da vida.
O conteúdo desta página é um extrato autorizado do site oficial do modelo da Ecopoese [1].

